ISM Estudo periódico

Índice de Sequestro de Marca

Medição recorrente do abuso de marcas portuguesas nos leilões de anúncios: quantas têm terceiros a licitar o seu nome, onde é pior, e como evolui. Cada edição publicada identifica o período exato de recolha; até lá, esta página mostra a estrutura completa do estudo com valores ilustrativos.

AVISOestado dos dados desta página

Os valores apresentados nesta página — números, gráficos, medidor e tabela — são valores ilustrativos da estrutura do estudo, assinalados como tal junto de cada elemento. São substituídos pelos resultados reais de cada edição antes da publicação. A metodologia abaixo descreve exatamente como esses resultados são produzidos.

REGISTO 01 Números-chave — estrutura da edição

27%

das marcas analisadas com pelo menos um terceiro a licitar o seu nome durante o período

VALOR ILUSTRATIVO · MARCAS AFETADAS

15,3%

das impressões de pesquisa de marca com anúncio de terceiro acima do resultado da marca

VALOR ILUSTRATIVO · MÉTRICA DE INTERCEÇÃO

+2,1 p.p.

variação face à edição anterior — a tendência que importa acompanhar

VALOR ILUSTRATIVO · COMPARAÇÃO ENTRE EDIÇÕES

REGISTO 02 Por setor

Onde o problema é pior

Percentagem de marcas de cada setor com licitação de terceiros detetada sobre o seu nome, durante o período da edição.

Marcas afetadas por setor

% de marcas com ≥1 terceiro a licitar o nome · valores ilustrativos

0% 10% 20% 30% 40% 50% Viagens e alojamento 41% Moda e calçado 34% Eletrónica de consumo 29% Serviços financeiros 24% Telecomunicações 22% Farmácia e saúde 18% Mobiliário e decoração 15% Alimentar e bebidas 9%

Evolução da interceção média

% de impressões de pesquisa de marca intercetadas, por trimestre · valores ilustrativos

0% 5% 10% 15% 20% 11,2% T3 2025 12,8% T4 2025 14,1% T1 2026 15,3% T2 2026

Medidor de interceção média

o mesmo valor do último trimestre, lido de relance · valores ilustrativos

0% 20% 15,3% interceção média

De cada 100 impressões de uma pesquisa de marca, quantas mostram um anúncio de terceiro acima do resultado da própria marca. É a métrica central do Índice — a definição exata está na metodologia abaixo.

Tabela por setor, valores ilustrativos: percentagem de marcas afetadas e intensidade média de interceção. Colunas ordenáveis.
Setor Marcas afetadas Intensidade média¹
Viagens e alojamento41%2,6
Moda e calçado34%2,1
Eletrónica de consumo29%1,8
Serviços financeiros24%1,4
Telecomunicações22%1,9
Farmácia e saúde18%1,2
Mobiliário e decoração15%1,1
Alimentar e bebidas9%0,7

¹ Intensidade média: número médio de terceiros distintos detetados a licitar o nome de cada marca afetada, durante o período. Definição completa na metodologia.

REGISTO 03 Metodologia

Como medimos — e o que os números não provam

O que foi medido

Para cada marca da amostra, recolhemos os resultados de pesquisa paga para o nome exato da marca e para um conjunto de variações próximas (erros de escrita comuns, nome + categoria), em google.pt, a partir de endereços portugueses, em desktop e mobile, várias vezes por dia em horários distribuídos, ao longo do período de recolha de cada edição.

Como se conta uma interceção

Contamos uma interceção quando um anúncio de um domínio que não pertence à marca (nem a revendedor autorizado conhecido) aparece acima do primeiro resultado — pago ou orgânico — da própria marca, numa pesquisa pelo nome dela. A percentagem de interceção de uma marca é a fração das nossas recolhas em que isso aconteceu.

Composição da amostra

Marcas portuguesas selecionadas por dimensão de investimento digital estimado e distribuídas por setores — cada edição publica a composição exata da sua amostra. A amostra não é um censo: setores com poucas marcas analisadas têm margens de erro grandes — cada edição publica a dimensão da amostra de cada setor, para se saber onde a leitura é frágil.

Limitações — leia isto antes de citar o estudo

  • Medimos aparições, não intenções. Um anúncio de terceiro sobre uma pesquisa de marca pode ser concorrência agressiva legítima, um afiliado autorizado mal configurado, ou abuso. O Índice conta as aparições; a classificação caso a caso exige análise da cadeia de redirecionamentos e dos termos aplicáveis.
  • A nossa janela de observação é uma amostra. Campanhas com segmentação por hora, geografia ou dispositivo podem escapar a qualquer recolha. Os números são um piso, não um teto.
  • Revendedores autorizados são um ângulo morto parcial. Usamos listas públicas de revenda autorizada quando existem; quando não existem, um revendedor legítimo pode ser contado como terceiro. O sentido do erro é conhecido e é divulgado.
  • Os números não provam ilegalidade. Licitar a marca de outro não é, por si só, ilegal — a fronteira depende do texto do anúncio, do risco de confusão e do enquadramento aplicável ao uso de marca alheia como palavra-chave. O Índice mede a pressão sobre as marcas; não é uma lista de infrações.

Anonimização

Marcas individuais aparecem sempre como Marca A do setor X. Publicamos agregados por setor e nunca expomos um terceiro nominalmente — nem como «vítima» nem como «infrator». Se é uma das marcas analisadas e quer os seus dados individuais, são seus: peça-os.

Quer saber onde a sua marca está nesta distribuição?

Verificação inicial com a mesma metodologia do Índice, aplicada só à sua marca.

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